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Foto de Zelch Csaba: https://www.pexels.com/pt-br/foto/vista-deslumbrante-da-terra-vista-do-espaco-30596242/ |
Uma viagem que começa na religião
Eu não sou exatamente um religioso, embora ame muitas religiões e como elas tentam explicar o Universo e nos fazem transcender. O que a maioria delas tem em comum é que elas tentam explicar como tudo começou, esse grande tudo no qual estamos inseridos. A partir de algumas dessas explicações, alguns estudiosos de muito tempo atrás ficaram com aquela pulga atrás da orelha: será mesmo? Curiosidade levou a investigação, investigação levou a conclusões. O interessante sobre dados científicos é que, não importa qual a sua religião, se você investigar de forma sincera e da forma mais adequada, vai chegar à mesma conclusão que outros pesquisadores.
Por que esse estranho texto introdutório misturando religião e ciência? Apenas para dizer que o que vou comentar por alto aqui se refere ao que gerações e gerações de estudiosos concluíram sobre como nosso planeta se formou. Eu não quero fazer um texto científico no sentido acadêmico, mas com certeza quero falar de forma leve para aqueles que tem uma vida comum, longe dos estudos aprofundados de biologia e física, então, nerds, segurem as críticas.
4,6 bilhões de anos. Esse é o tempo que o nosso planeta está por aí. Como sabemos disso? Existem 3 métodos principais:
1 - Datação radiométrica: mede a taxa de decaimento de elementos radioativos em minerais com o tempo, como o urânio que se transforma em chumbo e o potássio que vira argônio. Essas coisas levam muito, muito, muito tempo para acontecer.
2 - Idade das rochas mais antigas: toda rocha é velha. As mais antigas tem 4 bilhões de anos, então faz sentido que a Terra seja ainda mais velha.
3 - Meteoritos: nosso sistema solar se formou ao mesmo tempo que a Terra (que faz parte do sistema solar, então... você entendeu), então estudar os meteoritos ajuda a confirmar a idade do nosso lar. Alguns deles possuem exatamente 4,56 bilhões de anos.
Tem ainda outros métodos, como os cristais de zircão e modelos cosmológicos, mas não quero me prender muito nisso.
Um grande aglomerado de poeira
A teoria mais provável (e quando falamos teoria, significa algo bem estabelecido pela ciência, teoria não é tese, uma ideia que acabou de nascer, teoria já tem dados suficientes) é que a Terra tenha nascida de um disco de acreção: na prática, poeira espacial que ficou flutuando em torno de si até que a gravidade ficou cada vez mais forte e a poeira se juntou com mais poeira, formando "poeirões" maiores que também se juntaram e formaram blocos cada vez maiores. De repente, plim: um disco plano! ENGANEI VOCÊ. A forma esférica que conhecemos hoje foi se formando aos poucos por conta da força exercida pela gravidade. Quanto mais massa, mais forte ela é.
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Foto de Clive Kim: https://www.pexels.com/pt-br/foto/espaco-local-poeira-po-6307488/ |
Eu não quero perder muito tempo para a matéria não ficar tão longa, mas os gases vulcânicos formaram a primeira versão da atmosfera. Nesse período a nossa Lua também foi formada, muitos corpos espaciais batiam na massa vulcânica que era nosso planeta e uma delas bateu tão forte que sua força fez com que ela fosse ejetada novamente e ficasse presa ao campo gravitacional.
"A Terra esfriou, os autótrofos surgiram, neandertais e ferramentas e a muralhada China..."
O planeta ficou estável dentro de suas possibilidades, a atmosfera mudou, os primeiros seres vivos unicelulares nasceram, microscópicos, nos oceanos primitivos há 3,5 bilhões de anos. Eles não precisavam de oxigênio para sobreviver (eram anaeróbicos) mas logo fotossíntese foi "inventada" junto com as cianobactérias. O oxigêncio gerado modificou completamente a atmosfera daquela pequena rocha ex-vulcânica. O ar permitiu que a vida inundasse o planeta e a partir daí, o mundo nunca mais foi o mesmo. Seres muito pequenos ficaram muito grandes conforme as gerações passaram. Dinossauros, primatas e humanos.
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Foto de Blue Ox Studio: https://www.pexels.com/pt-br/foto/fotografia-aerea-da-floresta-verde-695299/ |
Por que isso é importante? Por que saber como o chão onde pisamos é relevante? Como se um motivo não fosse o suficiente, entender a formação da Terra é entender a vida, é entender como a vida surgiu aqui e como ela pode surgir em outros cantos do nosso Universo, é entender como podemos ter mais qualidade durante nossa passagem por essa rocha flutuante.
Resolvi começar assim, falando do início, porque gosto de destacar como nosso planeta é incrível e sobre isso é este blog. Espero que gostem da nossa viagem pela Terra.